terça-feira, 20 de novembro de 2012

Pistas de skate

Cada integrante de nosso grupo foi visitar pistas onde se pratica o skate para conhecer mais sobre o esporte.
As pistas de skate normalmente são construídas pela prefeitura e situam-se em praças e parques. Elas são de livre acesso podendo assim ser utilizadas por todos.

Muitas pista possuem mini-rampas, as mini-rampas são populares em todo o mundo, pois devido a pouca altura que elas possuem, as manobras são executadas com uma maior facilidade. Nesta modalidade, a uma mistura de street com vertical. Na realidade as mini rampas são um mini half pipe, aonde as paredes não chegam ao vertical. Elas variam de 1 a 2 metros e 10 cm de altura. São excelentes para se aprender manobras, principalmente as que utilizam bordas, onde o eixo ou as rodas permanece em contato com o coping (detalhe de acabamento feito por um cano, inspirado nas piscinas americanas de fundo de quintal). Essas pistas são facilmente construídas. O risco de se machucar em uma manobra é bem pequeno e é uma prática necessária para aevolução de qualquer skatista.



Milena Reis na pista de Skate do 81 na Cidade Tiradentes
 pista de Skate do 81 na Cidade Tiradentes
Noemi Conti nas pistas de Skate do Ceu Aricanduva
Dayane Queiroz, Anderson Araujo e 
Jennifer Lima na pista de skate em Itaquera

O skate no Brasil



O skate chegou ao Brasil por volta de 1965. Os primeiros skates brasileiros eram feitos com rodinhas de patins ou de ferro. Não existiam regras, sendo no início considerado apenas como lazer e não como uma prática esportiva.


Pistas no Brasil
Segundo o catálogo, Guia de Pistas, edição de 2006, existem 1024 pistas de skates espalhadas por todo o Brasil.

Em 1974 foi realizado o primeiro Campeonato Brasileiro de Skate. O evento foi disputado no Clube Federal do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano foi inaugurada a primeira pista no Brasil.



Na década de 90, o skateboard realmente explodiu no Brasil. O número de praticantes cresceu vertiginosamente, bem como os eventos, a organização do esporte e a exposição na mídia.

A Confederação Brasileira de Skate (CBSk) é a entidade nacional que regula o esporte. A CBSk foi fundada em março de 1999 em Curitiba, Paraná, e hoje tem sede na cidade de São Paulo. Atualmente o Brasil é considerado como a segunda maior potência no skate mundial, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

De acordo com a Confederação Brasileira de Skate, existem atualmente, mais de 300 competidores profissionais no Brasil e cerca de 10 mil nas categorias de base, que incluem: feminino 2, feminino 1, infantil, mirim, iniciante, amador 2, amador 1, master, grand master e legends.




Veja quem são os brasileiros que já venceram campeonatos mundiais de skate:
1995 - Rodrigo "Digo" Menezes (vertical)
2000 - Bob Burnquist (vertical) e Carlos de Andrade, o Piolho (street)
2002 - Rodil de Araújo Júnior, o Ferrugem (street)
2003 - Sandro Dias, o Mineirinho (vertical)
2004 - Sandro Dias, o Mineirinho (vertical) e Rodil de Araújo Júnior, o Ferrugem (street)
2005 - Sandro Dias, o Mineirinho (vertical)
2006 - Sandro Dias, o Mineirinho (vertical) e Karen Jones (vertical)

Brasileiros que se destacam:


Sandro Dias, o Mineirinho

Sandro “Mineirinho” Dias é o atual tetracampeão mundial de skate vertical. Começou a andar de skate na garagem do prédio com um amigo. Mineirinho se profissionalizou em 97. É considerado o rei do 540 e foi o terceiro skatista do mundo a acertar a manobra 900º. Sandro nasceu em Sto.André, tem 31 anos e pratica skate há 20 anos.


Imagem cedida por Sandro Dias
Sandro Dias/Divulgação
Sandro Dias

Bob Burnquist

Bob é paulista, filho de mãe brasileira e pai americano. Começou a andar de skate aos nove anos de idade. Aos 13 anos, em 1994, mudou-se para os Estados Unidos, buscando se profissionalizar no esporte. Em 97, 98 e 99 foi eleito o skatista do ano pelos principais veículos de comunicação do esporte. O auge de sua carreira se deu no ano 2000, quando conquistou o Campeonato Mundial.


Rodil de Araújo Júnior, o Ferrugem

Ferrugem nasceu em 1979, em Curitiba e sempre quis ser piloto de motocross. Para a felicidade dos amantes do skate, seu pai não permitiu, e Ferrugem acabou comprando um skate com sua própria mesada. Aos poucos, o atleta foi revelando seu talento. Atualmente Ferrugem é bicampeão mundial da categoria street.


Karen Jones

Karen Jones é o maior nome do skate feminino nacional. Em 2006, sagrou-se campeã mundial na categoria vertical feminina. Além de campeã nas pistas, a atleta é formada em Rádio-TV e Design Gráfico. Suas ilustrações, telas, colagens e grafites são quase tão famosos quanto suas manobras. Quando não há competidoras em sua categoria, Karen disputa entre os homens!


Imagem cedida pela agência X-Sports
X-Sports/Divulgação
Karen Jones

Calendário de eventos de skate

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Manobras de Skate

Flip - consiste em fazer com os pés que o skate saia do chão rodando em parafuso.

Grinds - consiste em fazer que o skate deslize com os eixos sobre uma superfície ou borda metálica ou de concreto.

Board Slide - consiste em fazer que o skate deslize com um pedaço da prancha sobre uma superfície ou borda metálica ou de concreto.

Ollie - Manobra básica do street, é o salto, e consiste em bater a rabeta no chão e pular para frente mantendo o pé dianteiro colado no shape. Para mandar ollies cada vez mais altos, é necessário força e agilidade, sincronizando os movimentos. Uma variação do ollie, o nollie, consiste nos mesmos movimentos, só que pressionando o tail (parte da frente) do shape.

Olie-Flip - Conhecido também como kick-flip pelos americanos, em outras palavras é dar um ollie usando a ponta do pé e virando o skate no seu eixo logitudinal. Na maioria da vezes é a primeira manobra que um skatista iniciante aprende.

Fakie Hardflip - Depois de dar uma acelerada no skate, vir de costas e mandar um ollie flip. Deve-se ficar atento porque, enquanto o skate precisa girar o flip em 180o para trás, o corpo gira para frente.

360º Kick Flip - Posicione o pé de trás chapado no tail e o da frente um pouco atrás dos parafusos, como se fosse dar um flip. Dê um certo gás para se aproximar do obstáculo. Pressione o tail como se fosse dar um shove-it 360 e, ao mesmo tempo dê um toque no pé da frente para girar o flip. Espere o skate fazer a volta completa para encaixar nos pés. Volte na base.

FrontSide Ollie 180º - Pegue uma velocidade razoável e posicione os pés como no ollie normal. O seu corpo é a grande ferramenta para executar a rotação. Portanto, quando bater o ollie, vire o corpo para a frente. Como no ollie, mantenha o corpo equilibrado e vire o corpo acompanhando o movimento de 180º do skate. Seu tronco, auxiliado pelo movimento dos braços, vai ser o giro para inverter a base. O seu pé de trás carrega o tail para a frente, quase com o calcanhar. Quando estiver no chão, equilibre-se na perna de apoio da frente.

Tail Drop - O tail drop não é uma manobra. É uma forma de iniciar a session em rampas, bowls, banks, quarters etc, para se pegar velocidade na descida da transição. É fundamental quando se trata de dropar uma transição. Posicionado na plataforma da pista ou rampa, segure firme o skate pelo nose e encaixe o tail na borda ou sobre o coping. Ajuste o seu pé de trás no tail e pressione pra segurar o skate na posição de drop, mantenha a pressão nesse pé. Tire o outro pé da plataforma, o da frente, e o posicione na altura dos parafusos do eixo dianteiro.

Mantenha seu peso no pé de trás, para que ainda fique com o skate encaixado na borda. O lance é trasnferir o peso do pé traseiro, para o pé da frente, pisando na parte dianteira. Flexione os joelhos para ter maior equilibrio no drop. Mantenha o seu corpo acompanhado a trajetória do skate. Fique atento para que seu corpo não caia nem pra frente e nem pra trás, mantendo o equilíbrio ao acompanhar a velocidade do seu skate.

50/50 - Inicialmente dependendo do tamanho do obstáculo é preciso dar um ollie e encaixar com os eixos(trucks) e arrastá-los sobre o obstáculo. O obstáculo pode ser uma caixa, um ferro, um corrimão, etc. É uma manobra fácil de aprender, mais é preciso muita prática.

Axle Drop - Desta vez encaixe os dois eixos na borda do coping, ao contrário do tail drop, posicione o pé da frente primeiro e tente encontrar o ponto de equilíbrio pra que o skate não caia pra dentro da rampa. Tire o outro pé da plataforma e coloque sobre o tail. Quando sentir que está equilibrado, vem a hora de descer.

Como fosse dar uma batida, alivie o pé da frente e force o pé de trás, flexionando os joelhos, direcionado o skate para o centro da rampa. Quando perceber que o nose está embicado pro centro da rampa, pressione o nose do skate até as rodas encostarem na parede da transição, mantendo os joelhos flexionados. Naturalmente, o eixo traseiro vai desconectar da borda ou coping e vai acompanhar a transição.

Smith Grind - manobra utilizada para descer em corrimãos. A manobra, consiste em deslizar com o track traseiro do skate sobre a superfície. O primeiro passo para o smith grind é o impulso, se posicione próximo ao cano, o movimento inicial para o smith, é o ollie, que depende da altura da superfície. Após o ollie encaixe o skate no corrimão, mas o encaixe deve ser feito de uma forma diferente, ou seja, execute um ollie que ultrapasse a frente do nose, encaixando apenas o truck traseiro.

Mantendo-se sobre o obstáculo, controle-se para se manter em cima do corrimão, concentre o seu peso, sobre o truck traseiro, e mantendo o equilíbrio, controle o nose para que não embique para baixo. Controle o skate para não cair, o truck traseiro irá deslizar sobre o corrimão.Se prepare para sair do corrimão, uma das formas mais simples de sair do smith, é levantar o nose, e dar um impulso com a parte traseira. Outra forma que é de reverse, consiste em girar o truck de trás para frente. Uma boa dica é sempre manter-se firme no skate, e flexionar os joelhos para dar maior estabilidade.

NoseGrind - Manobra muito parecida com CrocketGrind que é dado de Back. Enquanto o NoseGrind é dado de From, ou seja tendo um pequeno caixote ou um fun-box, pegue um gás e direção ao caixote vindo de From. Seu corpo ficará de frente para o obstáculo. Chegando próximo do obstáculo mande um ollie sobre o obstáculo forçando o pé da frente com o nose sobre a ponta do caixote.

Possivelmente o skate irá deslizar apenas com o truck e nose dependendo da forma que encaixar no obstáculo. Para concluir esta manobra basta soltar levemente forçando para frente o nose ou mandando um pequeno nollie. O segredo desta manobra é saber como encaixar o nose sobre o obstáculo. Um forma de aprender esta manobra rápido é estudar o noseslide ou crocketgrind, manobras que utilizam o nose do skate para deslizar sobre um obstáculo.

Street Style - praticada nas ruas ou em quadras esportivas que simulam a arquitetura encontrada nas ruas através de rampas.

Half Pipe ou Vertical - praticada em rampas em formato de U, geralmente com mais de 3m de altura, possuindo vertical na parte mais alta da pista.

Mini Ramp - praticada em pistas em formato de U, abaixo de 3 m de altura.

Downhill slide - praticada em ladeiras podendo ser com o skate convencional ou longboards - skate maiores de 35 polegadas.


Fonte:

Modalidades


Modalidades





Street

No skate de rua (street), os praticantes utilizam a arquitectura da cidade, por exemplo, bancos, escadas e corrimãos e o calçamento (elementos do mobiliário urbano) como obstáculos para executar suas manobras e se expressar. É com distância a modalidade mais difundida e popular do skate.O street é também a modalidade preferida de diversas tribos ou grupos de skatistas.

Freestyle

Modalidade onde o skatista apresenta várias manobras em seqüência, geralmente no chão. O freestyle é considerado uma das primeiras modalidades do Skate. Onde os skatistas dão manobras de chão, juntando elas, dando-as em seqüências, como: flip 180, 360 flip, hardheel flip, hardflip, eles dão elas sem envolver obstáculos.

Vert ou Vertical

Half-Pipe.Half-Pipe
A modalidade vertical é praticada em uma pista com curvas (transições), com 3,40m ou mais de altura, três metros de raio e quarenta centímetros de verticalização, geralmente possuem extensões. A pista, que apresenta a forma de U, é chamada de half-pipe e pode ser feita de madeira ou concreto. O conceituado skatista Tony Hawk ficou famoso por suas grandes habilidades nos half-pipes. Tornou-se o que é graças à sua mãe que comprava batatas fritas para ele sobreviver nos treinos da sua escolinha de skate, onde começou a praticar o esporte aos 3 anos de idade. Aos 6 anos já tinha o patrocínio da Volcom, Vans, Element,entre outras. Nessa idade já fazia flips e grinds pela cidade, onde se machucava muito. Um desses machucados, conseqüente de um flip "mal chutado", afastou-o do esporte durante um ano, pois ele quebrou sua perna direita e ralou todo o joelho esquerdo, o que demorou muito para curar.


Pool Riding
É praticado em piscinas vazias de fundo de quintal, que com suas paredes arredondadas são verdadeiras pistas de skate. Na realidade as pistas de skate em forma de Bowl (bacia) são inspiradas nas piscinas, que tinham a transição redonda: azulejos e coping. O fundo redondo das piscinas americanas é para o caso de a água congelar as paredes não arrebentarem, pois nesse caso o gelo se deslocaria para cima, não fazendo pressão nas paredes. Na década de 70, alguns skatistas da Califórnia, mais precisamente de Santa Mônica, se aventuraram a andar em piscinas vazias, e assim foi criada o Pool Riding que atualmente é uma modalidade underground praticada por alguns skatistas que gostam de transições rápidas. Recentemente, em 1999, a Vans (uma marca de tênis para skatistas) inaugurou uma das maiores pistas da América, onde a atração principal é uma réplica da famosa piscina Combi Pool que ficava na extinta pista de Pipeline em Upland. E já promete outra pista para breve, sempre com a inclusão de piscinas no seu desenho.


Big Air
Modalidade criada por Danny Way outro que foi adaptada e atualmente é a principal competição do X Games. Colocando modalidades que também refletem parte do que os skatistas querem mostrar para o mundo, como o fim da disputas do "skate park" e mostrar disputas de "street skate", em obstáculos que verdadeiramente reproduzem o que os skatistas de street fazem.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Skate



Partes do skate

O skate é formado por oito partes, todas fundamentais para um bom funcionamento, são elas:


Shape

Esquema de Shapes.

A nomeclatura "shape" é usada apenas no Brasil. Em países de língua espanhola como a Argentina e o Chile por exemplo, usa-se "Patineta" ou "Tabla". No países de língua inglesa, usa-se a nomeclatura "Deck". É a tábua de madeira que serve como base para as manobras. Composto por madeira leve e resistente disposto em folhas (madeira laminada). Existem hoje vários tipos, com pouco ou muita inclinação, ou com pouca ou muita largura, podendo escolher-se o que mais se adequa a cada tipo de manobras e estilo. A tábua possui um nose e um tail, ambos são extremidades da tábua, sendo o nose a parte dianteira e o tail a parte traseira. O côncave da tábua é a curvatura antes do tail e do nose, essa curvatura influencia no tipo de estilo de preferência da pessoa. Também contem diversas formas de cortes.

Mesa

É a peça na qual o eixo é encaixado em algumas regiões ela também e chamada de "base". Há duas mesas em cada skate. Em cada uma das mesas tem uma cavidade onde se devem colocar as chupetas (parte integrante dos amortecedores). É importante frisar que a "base" ou "mesa" é parte integrante do conjunto denominado "truck".


Trucks

Trucks são os eixos do skate, a parte onde se encaixam as rodas, os rolamentos e o amortecedor que ameniza os impactos de um pulo. Os trucks são geralmente confeccionados em alumínio, mas podem ser de material plástico e até mesmo de poliuretano que é o mesmo material utilizado para confecção de rodas de skate.

Amortecedores

São quatro (um par por truck) em cada skate: que são postos na partes superiores pontiagudas dos trucks; dois em formatos circulares, que são postos entre a mesa e o truck; e outros dois de forma irregular - uma parte maior do que a outra - que são usados entre o truck e a porca do parafuso central. Os amortecedores recebem uma classificação: Vai de 95 até 100. Noventa e cinco, ou mais próximo de 95(ex.:96,97), são mais macios. Cem, ou mais próximo de 100(ex. 98,99), são mais duros. Esses números vêm acompanhados de uma letra que pode ser: ou A, ou B ou C, Exemplo: 98A. Não existe combinação: 95AB, 97AC, etc.eles servem para deixar o skate macio

Rodas

Existem vários tipos de rodas, marcas e tamanhos.

O tamanho das rodas é muito importante, rodas maiores são mais estáveis porem menos velozes, são indicadas para iniciantes.
Rodas menores possuem maior velocidade, porém se perde a velocidade mais rápido e possuem menor estabilidade e são melhores para chão liso. A macies da roda é medida pela letra "A" a mais comum é a 100A, quanto menor for este valor mais macio a roda é. A macies influi bastante na velocidade, no desgaste e no deslize


Rolamentos

Permitem as rodas girarem livremente e portanto o deslize do skate no solo. São confeccionados de ligas de aço ou cerâmica e possuem diversas marcas. Existe uma classificação dos rolamentos que é a classificação ABEC. Essa, classifica o rolamento quanto a sua precisão nas dimensões. Uma espécie de certificação de engenharia. Portanto essa certificação ABEC por si própria não classifica os rolamentos quanto aos quesitos durabilidade e velocidade. Essas características dependem da qualidade dos componentes, como esferas, gaiolas, lubrificação etc. É perfeitamente possível que um rolamento ABEC 3 de determinada marca corra e dure mais que um ABEC 7 de outra marca por exemplo. Existem também rolamentos sem certificação ABEC porém de marcas conceituadas, como os "Bones" e "NMB". Essa classificação é feita a partir de números ímpares de 1 até 15, portanto os "ABECs" existentes são ABEC 1, ABEC 3, ABEC 5, ABEC 7 e ABEC 9, ABEC 11 .


Parafusos

Responsáveis por fixar partes do skate. São 4 em cada eixo, somando um total de 14 parafusos: oito para prender os dois eixos; quatro em cada eixo; e dois parafusos centrais (um em cada truck) - são aqueles parafusos grandes onde são também encaixados dois amortecedores - e um parafuso em cada roda - que faz com que a roda não saia.

Lixa

Fica aderida à superfície da tábua, fazendo com que aumente o atrito entre o calçado e a tábua do skate, possibilitando assim a execução de manobras e impedindo que o calçado deslize involuntariamente sobre a tábua. Essa lixa é como um "adesivo" e é colada em cima do shape.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Skate

Começo de Tudo



O skate (pronuncia-se skêit) é um desporto inventado na Califórnia que consiste em deslizar sobre o solo e obstáculos equilibrando-se numa prancha, chamada shape (em inglês: deck), dotada de quatro pequenas rodas e dois eixos chamados de "trucks". Com o skate executam-se manobras, com baixos a altos graus de dificuldade. No Brasil, o praticante de skate recebe o nome de skatista, enquanto que em Portugal chama-se skater. O skate é considerado um esporte radical, dado seu aspecto criativo, cuja proficiência é verificada pelo grau de dificuldade dos movimentos executados.

Os skates eram muito primitivos, não possuiam nose nem tail, eram apenas uma tábua com quatro rodinhas. O crescimento do "surf no asfalto" se deu de uma maneira tão grande que muitos dos jovens da época se renderam ao novo esporte chamado skate. Surgiam então os primeiros skatistas da época.


História


Década de 1960

No início da década de 1960, os surfistas da Califórnia mais ou menos na cidade de Los Angeles queriam fazer das pranchas um divertimento também nas ruas, em uma época de marés baixas e seca na região. Inicialmente, a nova "maneira de surfar" foi chamada de sidewalk surf. Em 1965, surgiram os primeiros

Década de 1970

Em 1973, o norte-americano Davi Leandro inventou as rodinhas de uretano, que revolucionaram o esporte. Um skate passou a pesar por volta de 2,5kg.

Por volta do ano 1975, um grupo de garotos revolucionou ainda mais o skate, realizando manobras do surf sobre ele. Esses garotos eram os lendários Z-Boys da também lendária equipe Zephyr. Essa equipe era de Venice, Califórnia, lugar o qual chamavam de Dogtown.

Em 1979, Jonny inventou o Ollie-Air, manobra com a qual os skatistas ultrapassam obstáculos elevados e é base de qualquer manobra. A partir disso, o skate nunca mais foi o mesmo. Essa manobra possibilitou uma abordagem inacreditavelmente infinita por parte dos skatistas. Não se pratica Street Stylesem o domínio do Ollie-Air. Tom "Wally" Inouye também foi uma figura importante na história do skate na década de 70. Ele é mais conhecido pela assinatura de manobras como "wall rides" e "backside airs." Inouye começou IPS (Serviço de Piscina do Inouye) nos anos 70, e foi um dos primeiros skatistas de piscina.

"Em 1976 nós andávamos de skate em piscinas vazias. Ninguém sabia o tudo o que se podiam fazer então nós nos divertíamos e víamos até onde podíamos forçar"

— Wally Inouye, sobre no começo andar em piscinas


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"Forçar" foi exatamente o que levou à suas assinaturas de manobras. O “wallride” (andar na parede), você anda com o skate pela parede e depois volta para o chão. "Nós todos tentávamos subir na parede. Eu acho que fui o único que conseguiu fazer isso", disse Inouye. E a manobra passou a ser chamada de Wallride e por isso o chamam até hoje de Wally.

O primeiro skatista nipo-brasileiro a chegar ao Brasil foi Jun Hashimoto em 1975, o mesmo abriu as portas para três gerações de descendentes japoneses no skate. Nomes importantes como o skatista brasileiro Lincoln Ueda.


Década de 1980

Na década de 1980, um dos revolucionários do esporte, principalmente na modalidade freestyle foi Rodney Mullen. Rodney desenvolveu várias manobras como kickflip, heelflip, hardflip, casper, darkslide, rockslide, 50-50, body varial, nollieflip underflip, primo, reemo, varialflip, inward heelflip, 360 flip, fs flip, bs flip, varial heelflip, fs heelflip, bs heelflip, etc. Grande parte das atualmente praticadas é derivada destas manobras. Rodney foi diversas vezes campeão mundial, chegando a ser considerado o melhor e mais influente skatista do mundo na sua modalidade. Outro revolucionário, na modalidade Vertical, foi o mito Tony Hawk. Hawk inovou a maneira como os skatistas devem abordar o Half-Pipe, sempre procurando ultrapassar os limites de criatividade e dificuldade de execução das manobras. No final dos anos 80, exatamente em 1989, Lincoln Ueda, assistido pelo seu pai (que filmava suas voltas para que pudessem aprimorá-las) competiu em Münster, Alemanha, e faturou o 4° lugar. Despontava o Brasil no cenário mundial! Lincoln Ueda, também teve excelentes participações na pista da Domínio Skate Park Atibaia.

Década de 1990

Nos anos 90, o carioca Bob Burnquist elaborou a última grande revolução no Skate: o Switchstance vertical. Essa é a técnica de se praticar Skate com a base trocada. Já era difundida na modalidade street, mas Bob foi o primeiro a popularizá-la na modalidade vertical. A partir daí, o Skate passou a não ter mais "lado", ou seja, não existe mais o lado da frente nem o lado de trás. As manobras realizadas com pé direito na frente do Skate, agora também são realizadas com o pé esquerdo na frente. Essa técnica quadruplicou o número de variações possíveis nas manobras. Para um skatista que deseja competir, é imprescindível o domínio de tal técnica. Bob foi o primeiro skatista brasileiro a vencer uma etapa do campeonato mundial de skate vertical, em Vancouver, Canadá, no ano de 1995. Ninguém esperava, ele apareceu lá e mostrou como se deveria andar de skate vertical dali em diante...


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Skate